terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dilma, aprenda com o exemplo de Obama

miriam

 

 

Se deixar, eles que governam.

 

 

Yes, we can!”. Com essas palavras de esperança Barack Obama, o jovem senador por Chicago, tornou-se presidente dos Estados Unidos. Não era apenas o primeiro presidente negro, era alguém que tinha a missão de resgatar aquele país dos sombrios anos George W. Bush. Os republicanos enfiaram os EUA no atoleiro de duas guerras. E, neste contexto, Obama foi eleito: para fazer diferente.

Ocorre que, por falta de coragem, o presidente Democrata se deixou prensar na parede pela gritaria da Mídia, dos republicanos e do movimento extremista de direita Tea Party. Assim estes atores, cujas políticas pouco antes haviam afundado o país, já estavam na ofensiva, a pautar Obama.

Os resultados da covardia de Obama são as vitórias da direita, que fazem com que aquele governo que deveria ser de “mudança”, seja uma verdadeira extensão do governo Bush: aumento da presença de tropas estadunidenses no Iraque e Afeganistão; e corte de impostos que é um “presente” de 3 trilhões de dólares aos mais ricos. Traduzindo: mais gastos com as (fracassadas) guerras e menos dinheiro (corte de impostos dos ricos) para seguridade social.

Como castigo por ceder demais aos conservadores, Obama recebeu uma enorme derrota nas eleições legislativas de meio de mandato, fruto da abstenção dos anteriormente esperançosos eleitores Democratas. Barack cedeu à direita, perdeu a esquerda.

Aqui nos trópicos, Dilma foi eleita para “continuar mudando”. É cedo para sabermos a cara do novo governo, mas se há algo que já sabemos é que as forças conservadoras - assim como ocorrera com Obama nos EUA - tentarão pautar o governo da petista.

Que Dilma veja o exemplo do presidente estadunidense e saiba que, errando ou acertando, estará sempre errada nos noticiários do Partido da Impren$a Golpista. Haverá gritaria em relação a qualquer medida que afete os privilégios ou a ideologia conservadora. Mas se quiser honrar o “continuar mudando” para qual fora eleita, a presidenta terá de fazer este enfrentamento - com prudência, obviamente.

Aguardemos os próximos capítulos do governo Dilma, com a certeza de que, no poder, não basta agir conforme as circunstâncias. É preciso coragem, este fator que diferencia um estadista de um FHC, um Obama.

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