quarta-feira, 15 de junho de 2011

O golpe do Estado Novo e a tão falada “queima das bandeiras estaduais”

Na pira, a queima das bandeiras estaduais: o Nacional suplanta o Regional

De um modo autoritário, o Brasil sepulta a política coronelista que coloca os interesses estaduais (especialmente os de SP e MG) acima dos interesses do País; e assim, passa a ser pensado e planejado nacionalmente.

É desta maneira "feia" que o Brasil consegue suplantar os particularismos dos estados e suas elites. Tarefa dificílima – dada à quantidade e divergência de interesses dos atores - só conseguida pela genialidade maquiaveliana de Vargas, que colocou as grupos locais uns contra os outros e manipulou como um mestre o medo dos militares e da classe média, além da exploração da luta entre fascistas e comunistas – tudo isso usado a favor de seu projeto de país, que coincidia com o fortalecimento de seu próprio poder, cada vez mais concentrado.

Depois de Vargas, o Brasil deixa de ser agrário e torna-se urbano-industrial. Além disso, passa a ter uma política e partidos políticos nacionais, e não mais estaduais (lembre-se que antes da Revolução de 30, cada estado tinha seu Partido Republicano, e não havia partidos nacionais, afinal o interesse das elites regionais se sobrepunha aos do País).

Getúlio, goste-se ou não, é o pai do Estado brasileiro modernizado, e criador da Revolução Industrial brasileira também. O melhor e o pior do Brasil, ainda hoje no século XXI, fazem parte da herança bendita-maldita de Vargas.

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